As vantagens da pré-alta para o seu negócio

Artigo da Anbfarma (link aqui)


Você sabe o que é a pré-alta? Esse termo define o mês anterior ao aumento anual de preços dos medicamentos que ocorre em abril e que pode trazer muitas vantagens para o seu negócio.



Mas, antes de saber as principais estratégias para usufruir de forma assertiva, é preciso entender como funciona o reajuste. De acordo com a Professora Teresa Cristina Zanon, conselheira do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo (IBEVAR), essa ampliação anual nos valores das medicações é estabelecida por lei desde 2003, sendo atualizada em abril. 


Esse incremento considera a inflação do ano anterior, a produtividade e o nível de concorrência para cada categoria de medicamento. Os novos preços são publicados pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamento (CMED), órgão ligado à ANVISA. 


“Nela, é possível consultar os valores máximos a serem praticados pelas empresas fabricantes (preço de fábrica) e pelos varejistas (preço máximo ao consumidor). A CMED atua no mercado de medicamentos ao estabelecer os limites de preços e as regras de concorrência, sendo responsável pelo monitoramento da comercialização e a aplicação de penalidades”, adiciona a professora.


Como aproveitar o melhor da pré-alta?


Teresa explica que uma das principais estratégias é que o varejista faça um levantamento e estudo do seu estoque para identificar quais itens devem ser priorizados nesse momento. A professora informa que, tradicionalmente,  o preço do reajuste é aplicado para o consumidor com os itens adquiridos no período de pré-alta, levando a um aumento de margem para o empresário. Entretanto, a prática de ampliar o valor gradualmente, conforme o estoque for renovado, é mais atrativa para o cliente. 


“Os produtos com maior giro, com margem mais alta e aqueles que são mais consumidos durante o inverno são boas opções para iniciar o levantamento de potenciais medicações a serem adquiridas para formar um estoque sem excessos. Além disso, as classes terapêuticas de fármacos de uso contínuo (volume) e classes de alto valor agregado (R$) são as mais sensíveis a maior estocagem das farmácias e obter aproveitamento com a pré-alta”, adiciona.


Previsão de aumento


Segundo a professora e conselheira do IBEVAR, a CMED deve aprovar um reajuste entre 3,15% a 5,13%, de acordo com o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma). Tereza ainda comenta que a venda contra aumento em março é uma prática estimulada pelo varejo, assim os consumidores se estocam mais e em abril o impacto ao novo preço é  mais sensível.


“É importante lembrar que cada indústria submete sua planilha de medicamentos, apresentações e aumentos sugeridos, entretanto, isso é capaz de variar de laboratório para laboratório, ou seja, o índice definido pela CMED vale a partir de abril. O percentual não é um aumento automático nos preços, mas uma definição de teto permitido de reajuste, isto é, cada indústria pode optar pela aplicação do índice total ou menor, a depender das estratégias comerciais.


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Teresa finaliza informando o fundamental papel das distribuidoras que podem auxiliar os varejistas a identificar quais medicações são mais consumidas e seus históricos de vendas segundo os dados da IQVIA, por exemplo.


“Ao ser a interface com a indústria, o distribuidor é capaz de ajudar o farmacista a identificar quais medicamentos/laboratórios oferecem melhores oportunidades de estocagem e demanda dos produtos”, conclui a professora e conselheira do IBEVAR.


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